
Orfeu Rebelde : Cada Som Como Um Grito

Lyrics
1. LETREIRO
Porque nâo sei mentir,
Nâo vos engano:
Nasci subversivo.
A começar por mim- meu principal motivo
De insatisfação,
Diante de qualquer adoração,
Ajuizo.
Nâo me sei conformar
E saio, antes de entrar,
De cada paraíso
2. PRELUDIO
Reteso as cordas desta velha lira
Tonta viola que de mão em mão
Se afina e desafina
E de onde ninguém tira
Senão acordes de inquietação
Chegou a minha vez e não hesito
Quero ao menos falhar em tom agudo
Cada som como um grito
Que no seu desespero diga tudo
E arrepelo a cítara divina
Agora ou nunca meu refrão antigo
O destino destina mas o resto é comigo
3. RELAMPAGO
Rasguei-me como um raio rasga o ceu
Iluminei-me todo de repente
Negrura permanente
De noite enfeitiçãda
Queis ver-me com pupilas de vidente
E arrombei os portôes á madrugada
Mas nada vi
Caverna de pavores
Só com tempo e vagar eu poderia encarar
Castigar e perdoar
Tanta abominação que em mim havia
4. ORFEU REBELDE
Orfeu rebelde, canto como sou:
Canto como um possesso
Que na casca do tempo, a canivete,
Gravasse a fúria de cada momento;
Canto, a ver se o meu canto compromete
A eternidade no meu sofrimento.
Outros, felizes, sejam rouxinóis...
Eu ergo a voz assim, num desafio:
Que o céu e a terra, pedras conjugadas
Do moinho cruel que me tritura,
Saibam que há gritos como há nortadas,
Violências famintas de ternura.
Bicho instintivo que adivinha a morte
No corpo dum poeta que a recusa,
Canto como quem usa
Os versos em legitima defesa.
Canto, sem perguntar à Musa
Se o canto é de terror ou de beleza.
Porque nâo sei mentir,
Nâo vos engano:
Nasci subversivo.
A começar por mim- meu principal motivo
De insatisfação,
Diante de qualquer adoração,
Ajuizo.
Nâo me sei conformar
E saio, antes de entrar,
De cada paraíso
2. PRELUDIO
Reteso as cordas desta velha lira
Tonta viola que de mão em mão
Se afina e desafina
E de onde ninguém tira
Senão acordes de inquietação
Chegou a minha vez e não hesito
Quero ao menos falhar em tom agudo
Cada som como um grito
Que no seu desespero diga tudo
E arrepelo a cítara divina
Agora ou nunca meu refrão antigo
O destino destina mas o resto é comigo
3. RELAMPAGO
Rasguei-me como um raio rasga o ceu
Iluminei-me todo de repente
Negrura permanente
De noite enfeitiçãda
Queis ver-me com pupilas de vidente
E arrombei os portôes á madrugada
Mas nada vi
Caverna de pavores
Só com tempo e vagar eu poderia encarar
Castigar e perdoar
Tanta abominação que em mim havia
4. ORFEU REBELDE
Orfeu rebelde, canto como sou:
Canto como um possesso
Que na casca do tempo, a canivete,
Gravasse a fúria de cada momento;
Canto, a ver se o meu canto compromete
A eternidade no meu sofrimento.
Outros, felizes, sejam rouxinóis...
Eu ergo a voz assim, num desafio:
Que o céu e a terra, pedras conjugadas
Do moinho cruel que me tritura,
Saibam que há gritos como há nortadas,
Violências famintas de ternura.
Bicho instintivo que adivinha a morte
No corpo dum poeta que a recusa,
Canto como quem usa
Os versos em legitima defesa.
Canto, sem perguntar à Musa
Se o canto é de terror ou de beleza.
Lyrics geaddet von metaleroflores - Bearbeite die Lyrics
