Carro Bomba : Nervoso

Speed Heavy / Brazil
(2008 - Voice Music)
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Lyrics


1. PUNHOS DE ACO

Quando toco quebro tudo
Sou guerreiro e tenho punhos de aço
Alto bem pesado e sujo
Gosto de um abuso
E do som no aceleraço
Rock é pra descer o braço
Pra fazer direito
Há de haver punhos de aço

Só os fortes sobrevivem
Nesse mundo louco e ingrato
Não me ligo no que dizem
Esses fracos torcem pelo meu fracasso
Rock é pra quem tem peito
Faço do meu jeito
Faço com punhos de aço

Rock é pra descer o braço
Pra fazer direito
Rock pra bater no peito
Faço do meu jeito
Faço com punhos de aço


2. SANGUE DE BARATA

O mundo vai girando
E nada muda
Você não mexe os braços
Sua boca é muda
A vida vai passando
E nada muda
Você não abre os olhos
Sua visão é nula

Até quando você vai rezar?
Ajoelhado de castigo
E se o dinheiro não comprar
O seu lugar no paraíso?

Chega de ser boneco
Chega de não ser nada
Se à noite no boteco
Seu sangue ainda é de barata

Chega de ser exemplo
Chega de não ser nada
Se cedo lá no templo
Seu sangue ainda é de barata

Até quando você vai rezar?
Procurando ser eterno
E se o dinheiro só pagar
Seu lugar lá no inferno?


3. BOMBA BLUES

O sol distorcido no horizonte
A sombra dos viadutos
O povo corre apressado
Jogando lixo nos corredores

Gatos, ratos
Velhos e crianças
Todos juntos na mesma dança
Pobres, ricos
Ódios e amores
Todos juntos sentindo as dores

À noite, o grito desesperado
À noite, vendo bicho pra todo lado

Deus e o diabo
A caneta e a lança
Todos juntos na mesma dança
Choro e riso
Pés e motores
Todos juntos sentindo as dores

À noite, o grito desesperado
À noite, olhares como os dos soldados


4. FUI

Mais uma esquina deixei pra trás
Mais uma luz se apaga
Não vejo sombras na calçada
Mais um lugar ficou pra trás
Eu não escuto nada
Deus não me vê na madrugada

Down Down Down
Down na estrada
Down Down Down
A cada milha andada

Nuvem negra me deixa em paz
O corpo sente a calma
Não cabe na ampulheta
O deserto da minha alma
Bolsos vazios e nada mais
Diversas histórias
Discos e acordes
Guardados na memória

Down Down Down
Down na estrada
Down Down Down
A cada milha andada


5. VALVULA

Aquarela brasileira
Quadro negro negócio
Na tela o desenho
Rascunha o desespero

A gente esquenta a cabeça
A válvula de escape
Dormir nesse barulho
Ou virar alto-falante

Pra detonar a ordem
Não vou pedir passagem
Na boca da caçapa
As leis da sacanagem

O mapa da arapuca
Gaiola da liberdade
A água bate na bunda
Quem não tá esperto afunda
Felicidade na beira
É o queijo na ratoeira

A gente esquenta a cabeça


6. O PASSAGEIRO DE AGONIA

Sonhos de infância destruídos
Pela mão do poder nefasto
Jurou vingança aos carrascos
Tiras sujos falsos bandidos

Carros fortes atentados bancários
Gênio na arte do proibido
Malandro é malandro
Otário é otário

Bandido é bandido
Polícia é polícia
Polícia é bandido
Bandido é notícia

Mais uma fuga alucinada
Direto pra armadilha
Vive cercado em cima do muro
Na cela sua sentença é selada

Prestes a ser apunhalado
Ele sabe quem é inimigo
Joio é joio
Trigo é trigo

Bandido é bandido
Polícia é polícia
Polícia é bandido
Bandido é notícia

A mão do carrasco
A faca nas costas
O beijo na face
A sombra da morte


7. O FODA-SE

Eu não quero nem saber
Eu não vou pagar pra ver

Se o sangue vai jorrar
E o couro vai comer
Se a corda estourar
Não vai me derrubar

Eu não quero nem saber

Eu não quero nem saber
Eu não vou pagar pra ver

O balde transbordar
O tempo me vencer
O rock acabar
A foice me cortar

Eu não quero nem saber
Amanhã vou me esquecer

Eu não quero nem saber
Eu quero crer pra ver

E vou acelerar
O asfalto derreter
Pecado está no ar
Preciso respirar

Eu não quero nem saber
Amanhã vou me esquecer


8. O FODA-SE II

Lapsos de memória
Colapsos nervosos
Melhor que sorrir
É chorar de gargalhar

Nunca morri mas cansei de ressucitar

Sóbrio outrora
Louco mas demora
Eu não quero ir
Mas também não vou ficar

Nunca morri mas cansei de ressucitar

Olho para as horas
E vejo que é agora
Depois de mim sou eu
Quem sabe faz a hora
(Não espera amanhecer)


9. INTRAVENOSA

Cidade planeta
Poeira e fumaça
Gosto de poluição

Dia após dia
Nervo à flor da pele
Morrendo por um milhão

É o baque da cidade na veia

Corre na calçada
Foge da favela
A vida dentro das mãos

Chegar no futuro
Pagando barato
Pedágio na contramão

É o baque da cidade na veia


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